Pontos de Fuga

Pontos de fuga (2016).
Moedas antigas de diferentes países ordenadas pela direção do olhar das figuras gravadas nas moedas.
Dimensões Variáveis

(…) “A obra Pontos de fuga / Vanishing points (2016), 

As moedas, provenientes de diferentes países, são separadas e ordenadas consoante as figuras que têm gravadas: homens que olham para a direita, homens que olham para a esquerda; mulheres que olham para a direita, mulheres que olham para a esquerda; estátuas voltadas para a direita, estátuas voltadas para a esquerda.
Cada linha de moedas (visível nas imagens) corresponde à mesma figura, ordenada pelo nível de desgaste: no centro a figura mais definida e na extremidade da linha a figura praticamente apagada.
As figuras, mais ou menos desgastadas das moedas, falam, simultaneamente, do tempo histórico de um país e de um tempo cronológico, humano, associado ao uso, ao manuseamento e ao desgaste da matéria.
A disposição das moedas, não apenas pelo grau de desgaste, mas pelo o olhar das suas figuras, leva-nos também para outra dimensão de tempo, associada à leitura ocidental: uma “esquerda” associada, metaforicamente, ao passado e uma “direita” associada ao futuro. Nesta perspectiva, o espectador é convocado a um olhar exterior (a partir do centro), uma visão frontal e um hipotético presente que lhe falta.